Na manhã deste domingo, 30 de agosto, as Centrais, Sindicatos, Movimentos Sociais e trabalhadores em geral estiveram na Avenida Paulista, mais precisamente no vão do MASP, para a realização do Dia Nacional de Mobilização. O movimento teve como principal finalidade reivindicar o fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada, sem redução salarial. Além de São Paulo, ocorreram manifestações em outras capitais brasileiras, tais como: Salvador, Curitiba, Fortaleza, Natal, Aracaju, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Luís, Belém e Goiânia.
É importante destacar que o ato acontece às vésperas de uma semana decisiva para a tramitação da proposta no Senado pelo Fim da Escala 6 por 1: “A luta faz a lei. Esse é um dia histórico em todo o território nacional. Um dia de mobilização nacional pelo Fim da Escala 6 por 1 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais”, disse Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que ainda destacou a unidade do Movimento Sindical e a importância da pressão sobre os parlamentares.
Representando o SINTRABOR e o presidente Márcio Ferreira durante a mobilização, o nosso Secretário-geral Sandro Vicente falou da importância da mudança da jornada para que o trabalhador possa ter uma vida além do trabalho: “os trabalhadores precisam ter mais tempo para sua família, para estudar, para o seu lazer e para cuidar da saúde”, garantiu.
Em posicionamento conjunto, as Centrais Sindicais asseguraram que a pressão sobre os Senadores será intensificada, pois a redução da jornada e o Fim da Escala 6 por 1 representam uma conquista histórica para a classe trabalhadora.
Vale ressaltar que há uma expectativa pela votação do relatório da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já na próxima quarta-feira, dia 2 de setembro. Essa expectativa cresceu, sobretudo após a fala do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, neste sábado, dia 29 de agosto, durante ato de campanha, em Belo Horizonte. De acordo com Lula, houve um entendimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a PEC avance no Congresso Nacional.


