A tragédia ocorrida na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no dia 1º de agosto, envolvendo trabalhadores de uma empresa terceirizada, provoca um grande debate sobre a questão da saúde mental e a segurança no local de trabalho. De acordo com as notícias vinculadas pela grande imprensa, a polícia ainda vai apurar as reais circunstâncias que levaram um trabalhador a matar três colegas e ainda tirar a própria vida dentro da delegacia após a prisão. Porém, depoimentos preliminares de pessoas que presenciaram o ataque afirmam que o agressor sofria bullying.
Independentemente do que motivou o crime, é importante que as empresas sejam mais rigorosas em suas políticas de gestão dos riscos psicossociais no local de trabalho e não vejam isso apenas como uma boa prática dentro do ambiente laboral.
Inclusive, a NR-01, que foi atualizada recentemente em 26 de maio de 2026, estabelece que as empresas devem identificar e avaliar fatores de assédio moral, violência, discriminação e outras situações que atentam e comprometem a saúde mental dos trabalhadores. Além disso, é obrigação do empregador adotar protocolos de prevenção e canais de acolhimento para reduzir esses fatores de risco.
Infelizmente, a tragédia aconteceu. Resta agora às empresas adotarem, dentro do local de trabalho, medidas mais eficazes de prevenção com o objetivo de minimizar os riscos psicossociais. Investir na proteção da saúde mental fortalece as relações de trabalho e evita que episódios como esse voltem a se repetir.
Márcio Ferreira – Presidente


